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15
2008

O Husky Siberiano e sua história

É importante lembrar que não adianta tentar convencer um Husky a fazer o que ele não quer. Devido à sua grande independência, normalmente só faz o que está afim. Por isso não é um candidato muito aplicado em aulas de obediência. A autora do II Grande Libro dei Cani da Slitta, Valeria Rossi, que o diga. ex-criadora e adestradora de Pastor Alemão, uma das raças mais dispostas a obedecer o homem, Valeria certa vez topou o desafio de treinar um Husky de um cliente que reclamava da desobediência dele. Até que teve algum sucesso. O cão a obedecia para comandos básicos, como sentar e ficar. Um dia, em sua fazenda, o Husky avistou um grupo de ovelhas e saiu em disparada atrás dele. Não obedeceu aos insistentes berros da treinadora para que parasse. Enfim, Valeria conseguiu agarrar o cão. “Ele não tinha um olhar culpado e sim feliz e orgulhoso”, descreve Valeria em seu livro. “Parecia dizer ‘olha que maravilha que eu fiz, você não achou legal?’”. Nesse dia, Valeria conta que percebeu o quanto era fascinante um cão que decide o que fazer e não abre mão do que quer. Resultado: iniciou a criação de Huskies e parou de criar Pastores.

Embora peludo, o Husky é relativamente fácil de cuidar. Não exige banhos freqüentes, tosa, nem muitas escovações. Segundo os criadores, é limpo, cultiva o hábito de lamber o pêlo e tem pouquíssimo cheiro. Apenas na época da muda, que ocorre no máximo duas vezes ao ano, o pêlo cai muito, exigindo ser escovado diariamente. A raça é também bastante saudável (os problemas mais comuns são relacionados à visão, como catarata, glaucoma, atrofia progressiva da retina) e pode viver até 14 ou 15 anos.

O padrão da raça admite todas as cores e marcações. Além do preto, vermelho e suas variações de tonalidades, há o branco puro e o piebald (ou “malhado”). Conforme o estudo do clube da raça na Inglaterra, a variada gama de coloração no Husky é resultado da combinação de genes que determinam as duas cores básicas (preto e vermelho) com outros quatro genes responsáveis pela sua distribuição.

Geneticamente falando, seria mais raro nascerem Huskies brancos do que malhados, mas por questões estéticas, verifica-se o contrário. “Os criadores valorizam a simetria das marcações, e o piebald exibe uma distribuição irregular, o que faz com que não seja tão apreciado, e com que os cruzamentos entre eles sejam raros”, diz Anita. Mariana, que recentemente adquiriu um piebald, conta que as pessoas se surpreendem quando o vêem, e até perguntam se é mesmo um Husky.

Teoricamente não há nada de errado com esses cães. No Brasil há pouquíssimos e no mundo são minoria. Como atraem menos o interesse dos criadores, são menos “trabalhados” por eles, o que faz com que, na média, os exemplares pielbald sejam fisicamente inferiores aos outros, mais comuns.

Mesmo assim, alguns se destacam e obtêm premiações importantes nas exposições de beleza (veja foto). O mesmo ocorre com os brancos. “O que eu mais observo no branco são ossos finos, corpo longo e pernas curtas”, diz Katleen. “Esses traços prejudicam o desempenho do Husky ao puxar trenós, sua finalidade original.”

Written by Maggie in: Husky Siberiano | Tags:

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3 Comentários »

  • entre em contato tenho interesse femea aonde posso ver ?

    Comentário por margareth — 22 de maio de 2008
  • Não tenho mais filhotes para doação, todos já foram doados.
    :-D

    Comentário por Maggie — 22 de maio de 2008
  • encontrei uma husky pura abandonada…é muito muito meiga mas já tenho uma cadela num apartamento e vai ser muito complicado manter as duas se a margareth quiser pode me contactar para o mail

    Comentário por claudia armada — 25 de agosto de 2008

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