O Husky Siberiano e sua história
Bom, abaixo segue a história da raça, a fonte do artigo é o site PetBrazil.
Sua semelhança com o lobo remete a um passado primitivo. A seu lado, tem-se a sensação de resgatar o elo perdido com uma vida livre e selvagem, quando homens e lobos estabeleceram os primeiros pactos de colaboração mútua. O olhar ativo e penetrante - muitas vezes iluminado por encantadoras Ãris azuis - completa a aparência exótica. Originalmente desenvolvido para o trabalho de puxar trenós, o Husky é hoje um dos cães preferidos em diversos paÃses. No Brasil, está entre as cinco raças mais criadas desde 1990. O mesmo ocorre no Japão, Itália e Espanha.
A grande popularidade do Husky deve-se muito à sua chamativa aparência do que a quaisquer outras caracterÃsticas, desconhecidas da maioria das pessoas. Donna Beckman, presidente da Siberian Husky Club of America, concorda. “O apelo da beleza exótica do Husky, muito explorado no cinema e na TV, supera o interesse por artigos e reportagens sobre seu comportamento”, diz. “Cerca de 90% daqueles que procuram um Husky o fazem por impulso pensando só na beleza do cão”, confirma Vânia Regina Haga, do Huskyland Siberians, em São Paulo. Luiz Otávio Cavalcante, do Canil Siberice, em Foz do Iguaçu, tem uma estatÃstica um pouco mais favorável, mas ainda assim espantosa. Para ele, 70% dos compradores não conhecem as peculiaridades da raça, apenas querem um cão de olhos azuis. A presidente do Clube dos Cães Nórdicos de Portugal, Manoela Gaspar, também vivencia essa situação em seu paÃs. “A pessoa se encanta com o cachorro e compra sem pensar.”
Até aà nada de novo, visto que a maioria das raças atrai inicialmente seus futuros proprietários pelo aspecto fÃsico. A questão é que o Husky definitivamente não é para qualquer um. Além de muito ativo, seu comportamento independente difere daquele tradicionalmente associado aos cães. E o comprador desavisado pode ver o seu entusiasmo se transformar em decepção depois de conviver algum tempo com a raça. Esse é o caso do paulistano José Luis Sotello. Ele se impressionou com a beleza de uma filhote e a levou para casa. Hoje, a cadela está com onze meses, e José Luiz, desesperado com o comportamento irrequieto dela. “Já perdi a conta de quantos sapatos destruiu e de quantos buracos cavou no jardim”, diz. “Minha casa está em reforma, e nem a colher do pedreiro se salvou dos dentes da Husky. Só não destrói martelo porque o cabo é de ferro”, completa. Sotello conta que já encontrou no canteiro de areia vários ossos, pães de queijo e petiscos enterrados por ela. Além disso, se queixa que a cadela pula em cima das pessoas e que quando a prende no canil, não agüenta o barulho. “Ela não para de uivar.”
RESGATE
Sotello é apenas mais um dos cerca de quinze donos arrependidos que procuram a SOS Husky, anualmente, uma entidade filantrópica, mantida pelo Clube do Husky Siberiano de São Paulo, e especializada em recolocar cães devolvidos. Nos Estados Unidos, existe uma verdadeira ‘rede’ - com endereço na Internet e tudo - empenhada em resolver problemas semelhantes. Gerry Dalakian, secretária nacional do Husky Rescue Network, diz que a entidade recoloca cerca de 250 Huskies todos os anos. “Desse total, cerca de 100 são devolvidos por donos decepcionados, e 150 são recuperados de abrigos municipais”, revela. Gerry conta que os interessados em adotar um devem responder a um formulário para que a entidade trace seu perfil e encontre o Husky mais adequado a ele. O futuro dono tem de assinar um contrato que prevê até o confisco do cão, caso não cumpra determinadas exigências.
Criadores sérios e preocupados com o futuro dos seus cães também alertam os novos donos sobre o que é realmente um Husky. Kathleen Kanzler, criadora há 36 anos pelo Innisfree Kennel, nos EUA, diz que não costuma receber reclamações porque, quando alguém compra um Husky seu, sabe o que está fazendo. “Faço várias perguntas e conto tudo o que posso para deixá-lo ciente dos desafios que terá”, informa. “Se achar que a pessoa não dará as condições adequadas para um Husky, não vendo. Não entrego um filhote para quem trabalha fora o dia todo, mora em apartamento ou não admite ver seu belo jardim destruÃdo.” Vânia faz o mesmo quando percebe que o comprador não conhece a raça. Antes de vender, aviso que o Husky precisa de bastante espaço e exercÃcio, que perde muito pêlo na época da muda, que é independente e que faz artes”, conta. “O candidato tem que saber que o Husky é capaz de virar uma casa do avesso”, avisa Anita Soares, vice-presidente do Clube do Husky Siberiano de São Paulo e criadora pelo Antique’s Place Kennel, em São Paulo. “Tem até quem ache que eu não quero vender, mas o que eu não quero mesmo é entregar um filhote a alguém que não esteja preparado para ter um Husky”, diz.
Criado para correr muitos quilômetros puxando cargas em terreno acidentado, o Husky é musculoso e cheio de energia. Adora se movimentar e é daqueles que se entediam logo - por isso, costuma queimar seu ‘gás’ cavando o jardim, roendo móveis, perseguindo gatos ou pulando muros e portões em busca de aventuras.
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entre em contato tenho interesse femea aonde posso ver ?
Não tenho mais filhotes para doação, todos já foram doados.
encontrei uma husky pura abandonada…é muito muito meiga mas já tenho uma cadela num apartamento e vai ser muito complicado manter as duas se a margareth quiser pode me contactar para o mail